Fatores Ocultos: como estresse e hábitos pessoais impactam a produtividade no trabalho

Cerca de 90% dos trabalhadores da Celesc entram em greve em todo Estado, diz sindicato
13 de agosto de 2024
Governo Lula quer criar imposto para quem aluga casa por temporada
13 de agosto de 2024
Cerca de 90% dos trabalhadores da Celesc entram em greve em todo Estado, diz sindicato
13 de agosto de 2024
Governo Lula quer criar imposto para quem aluga casa por temporada
13 de agosto de 2024

Fatores Ocultos: como estresse e hábitos pessoais impactam a produtividade no trabalho

Estresse, tabagismo, dor, falta de filtro solar e o consumo de bebidas alcoólicas são fatores relevantes para reduzir a produtividade do colaborador, mesmo quando ele não se atrasa para chegar no trabalho nem falta. É o que revela uma pesquisa feita pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG) para análise de produtividade, que ajuda a identificar o impacto do absenteísmo e presenteísmo no cotidiano de empresas. Na prática, é possível mensurar as horas de trabalho perdidas e seus custos, bem como os fatores responsável pelo resultado.

“Com essa análise, as empresas conseguem visualizar seu índice de perda de produtividade por condições de saúde e, a partir disso, adotar estratégias para reverter o quadro. Ou seja, aumentar a produtividade da empresa com o aumento da saúde e bem-estar de seus colaboradores”, esclarece Mara Machado, CEO e sócia-fundadora do IQG.

Recentemente, uma empresa atuante no segmento de facilities com 2.684 colaboradores passou pela análise e identificou que sua média de capacidade produtiva estava em 81,1%. Para chegar ao resultado, o modelo de análise considera índices de absenteísmo e presenteísmo. O absenteísmo está relacionado à ausência dos colaboradores, por faltas ou atrasos, enquanto o presenteísmo diz respeito à incapacidade de colaborador em desempenhar suas funções de maneira satisfatória, mesmo presente no posto de trabalho.

O índice de presenteísmo é identificado a partir de questionários, aplicados aos colaboradores, com questionamentos sobre a própria percepção acerca de sua produtividade. São feitas perguntas, relativas aos últimos 30 dias, sobre vontade e disposição para ir ao trabalho, ânimo e energia para trabalhar, nível de concentração, presença de dor ou desconforto, entre outros aspectos. Com as respostas, é aplicada uma pontuação que estabelece o nível de presenteísmo.

“Identificamos o estresse, o tabagismo e o binge drinking como fatores relevantes para reduzir a produtividade do colaborador, mesmo sem atrasos e ausências”, aponta a CEO do IQG. O consumo elevado de bebidas alcoólicas em situações ocasionais, chamado de binge drinking, está associado à alta percepção de presenteísmo para 29,5% dos entrevistados. Já o estresse constante foi ligado ao índice por 22% dos respondentes.

A presença de dor e até o uso de protetor solar também se destacaram no índice de presenteísmo. O primeiro gerou alta percepção de presenteísmo para 33,5% dos respondentes, enquanto a ausência de protetor solar foi apontada por 20,5% dos entrevistados.

Os comentários estão encerrados.