Governo negocia regra para garantir direitos na devolução de imóveis

Santander lança linha de empréstimo para antecipação de saque do FGTS
17 de janeiro de 2017
Banco oferece saque ‘adiantado’ do FGTS inativo; veja se vale a pena
18 de janeiro de 2017
Santander lança linha de empréstimo para antecipação de saque do FGTS
17 de janeiro de 2017
Banco oferece saque ‘adiantado’ do FGTS inativo; veja se vale a pena
18 de janeiro de 2017

Governo negocia regra para garantir direitos na devolução de imóveis

Crise fez crescer o número de brasileiros que devolveram imóvel comprado.
Proposta determinaria quanto construtora pode reter do valor total.
A crise econômica fez crescer o número de brasileiros que devolveram o imóvel comprado na planta. E, para receber o dinheiro de volta, muita gente está recorrendo à Justiça. O governo está negociando uma regra para acabar com essa briga, para deixar tudo muito claro, ainda mais com esse aumento de pessoas tendo que devolver o imóvel, porque do jeito que está, não só a regra não é clara, como nem regra tem.

No ano passado, mais de 40 mil imóveis foram devolvidos e os compradores tiveram que recorrer à Justiça para receber parte do dinheiro de volta. Agora, o governo estuda uma proposta para determinar quanto a construtora pode reter do valor total do imóvel em caso de rompimento de contrato.

Depois de juntar algum dinheiro, a Germana Custódio achou que estava na hora de comprar um apartamento. Como não tinha o valor total para investir em um imóvel pronto, comprou um na planta, em Ceilândia, perto de Brasília.

Foram mais de dois anos pagando tudo em dia, mas a construtora não conseguiu entregar no prazo. Aí, ela desistiu do negócio. Em um primeiro momento, a empresa chegou a falar que cobraria uma multa de quase 40% do total. Ela procurou advogados e só assim conseguiu fechar um acordo para receber o que tinha direito.

“A proposta pareceu muito boa, entendeu? Ela me ressarcia mais de 90% do valor investido e, diante da situação econômica, eu achei que era uma boa proposta”, disse a publicitária.

Com a crise econômica, nos últimos anos muitos consumidores romperam contratos de imóveis por falta de dinheiro para continuar pagando. De janeiro a novembro do ano passado, mais de 40 mil unidades foram devolvidas.

De acordo com a Abrainc, associação que representa as incorporadoras, chama a atenção o rompimento de contratos de imóveis que foram comprados no primeiro trimestre de 2014. No final do ano passado, 22,2% desses contratos tinham sido cancelados: o maior nível em dois anos.

Quando o consumidor desiste do imóvel, ele recebe o dinheiro investido de volta, mas tem que pagar uma espécie de multa pela desistência. Nem sempre há consenso sobre o valor que pode ser retido pela construtora. Muitos casos vão parar na Justiça. O governo federal está estudando uma proposta que deve ser encaminhada ao Congresso para deixar claro quanto tem de ser devolvido ao consumidor nesses casos.

O diretor da Associação das Incorporadoras diz que elas consideram justo ficar com uma algo em torno de 10% a 12% do valor do imóvel. Ele propõe que o percentual seja maior nos casos de imóveis mais caros.

“Nós entendemos que como o comprador de uma unidade mais cara ele pode arcar com um pouco mais deste prejuízo que deu causa em função dessa desistência. A gente entende que ele pode ficar com uma parte maior desse custo do distrato”, diz Luiz Fernando Moura, diretor da Abrainc.

Se é o consumidor que decide interromper o contrato, a Justiça normalmente manda a construtora devolver 90% do valor que já foi pago. O secretário nacional do consumidor explica que a proposta ainda está sendo discutida, mas que a ideia é tentar uniformizar as regras, já que existe previsão no código civil, no código do consumidor e o Judiciário tem dado decisões diferentes sobre o percentual a ser retido.

“Tornar todas as informações claras, precisas, as cláusulas contratuais muito objetivas, de modo que todas as consequências já sejam previstas e tenha-se um grau de previsibilidade adequado”, diz o secretário nacional do consumidor Armando Luiz Rovai.

O governo também quer fixar um prazo de carência para que a construtora faça o ressarcimento ao cliente no caso de atraso da obra.
Fonte – G1

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *