
Futuro dos bancos: Foco no cliente é ponto chave para retenção no setor bancário, dizem CEOs
17 de abril de 2024
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17 de abril de 2024A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) vai cortar créditos de grande frigoríficos brasileiros se animais bovinos saíram de área desmatada na Amazônia.
Nesse sentido, a entidade lançou em maio passado uma norma de regulamentação para garantir que os animais abatidos não tenham passado por áreas desmatadas.
Conforme o portal Reset, a medida prevê que as empresas que não fizerem o rastreamento completo de suas cadeias de fornecimento não poderão mais receber crédito a partir de janeiro de 2026.
Como resultado, ao todo, 21 bancos aderiram à normativa, entre eles instituições relevantes no crédito ao agronegócio, como Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Sicredi.
Assim, a norma pede os números absolutos das cabeças de gado abatidas e quantas delas passaram por áreas devastadas.
Contudo, algumas empresas reportaram apenas porcentagens, alegando segredo comercial.
Além disso, as companhias discutem com a Febraban uma maneira de divulgar os números de abate somente para os bancos, sem divulgação pública.
Eventuais ajustes nos requisitos, segundo a associação dos bancos, “deverão passar pela governança da Febraban, que permite revisões periódicas desde que aprovadas nas instâncias responsáveis”.
Um executivo de uma importante instituição financeira e que participou da criação do normativo afirma não entender os motivos de o setor pecuário ficar tão receoso em divulgar informações de produção.
Há algum impedimento da Volkswagen informar quantos carros produziu no ano? Da Fiat? Da Chevrolet? Que questão concorrencial é essa que não posso dizer quantas cabeças de gado eu abati no ano? Por que é tão confidencial?
Fonte: UOL

