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23 de janeiro de 2024Campanha Tributar os Super-Ricos cobra ação global para tributar os bilionários que alimentam a desigualdade, exploram trabalhadores e destroem o planeta
O novo relatório Desigualdade S.A., lançado nesta semana (15) pela Oxfam, revelou que a fortuna dos cinco homens mais ricos do mundo mais que dobrou desde 2020, de US$ 405 bilhões para US$ 869 bilhões. Assim, somados, Jeff Bezos (Amazon), Bernard Arnault (Louis Vuitton), Larry Elisson (Oracle), Elon Musk (Tesla, SpaceX) e Warren Buffett (Berkshire Hathaway) viram suas fortunas aumentarem 114%.
Ao mesmo tempo, 60% da população mundial, cerca de 5 bilhões de cidadãos, ficaram mais pobres no período. Foram anos marcados pela pandemia de covid-19, guerras e avanço da fome em todo o mundo. A Oxfam também prevê que o mundo poderá ter seu primeiro trilionário nos próximos 10 anos. Enquanto isso, o fim da pobreza poderá levar mais de dois séculos.
O relatório também aponta que sete em cada dez das maiores empresas do mundo têm bilionários como CEOs ou principais acionistas. Além disso, em termos globais, os homens possuem US$ 105 trilhões de dólares em patrimônio a mais do que as mulheres. Essa diferença é equivalente a mais de quatro vezes a economia dos Estados Unidos.
O dados também mostram que o 1% mais rico do planeta emite tanta poluição de carbono quanto os dois terços mais pobres. Por outro lado, apenas 0,4% das mais de 1.600 maiores e mais influentes empresas do mundo se comprometeu publicamente com o pagamento de salários dignos a seus trabalhadores.
Fonte; O povo

