Enem dos concursos” deve desafogar serviços públicos e gerar burocracia mais representativa, diz especialista

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Enem dos concursos” deve desafogar serviços públicos e gerar burocracia mais representativa, diz especialista

SCA_4256 SÃO PAULO 22/10/2013 - METROPOLE - PERSONAGEM/OBJETIVO - Colégio Objetivo foi classificado como a escalo com melhores resultados no último Enem entrevista com alunos do terceiro ano do ensino médio. 1- Igor Perroso Gonçalves. 2 - Eduardo Faraldo Knopf - 3- Liara Guinsberg.FOTO SERGIO CASTRO/ESTADÃO.

A criação de um Concurso Público Nacional Unificado para candidatos a vagas no serviço público federal, o chamado “Enem dos concursos”, deve gerar contratações mais rápidas, avalia o economista Fernando Coelho, professor de Administração Pública da Universidade de São Paulo (USP).
O especialista ressalta que isso ajudará a “desafogar” as demandas de órgãos e entidades e favorecer a entrada de brasileiros de baixa renda, de diversas regiões do Brasil, na carreira pública administrativa.
O modelo de concurso, decretado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última sexta-feira (29), propõe que órgãos e entidades selecionem os servidores públicos com base no desempenho deles na prova unificada ao invés de desenvolver e aplicar exames próprios.

Isso ajuda a driblar as limitações socioeconômicas de pessoas que deixavam de prestar concursos por ter que pagar várias taxas de inscrição ou morar longe dos locais de prova”, diz o especialista.

“Essas são as principais diferenças com relação ao modelo anterior, que era muito descentralizado. O efeito direto é algum impacto numa burocracia representativa, formada por pessoas de todas as partes do Brasil”, adiciona.

Ainda conforme Coelho, o “Enem dos concursos”, por ter um modelo simplificado, deve acelerar a contratação de servidores para o serviço público federal.

A agilidade, neste caso, é importante na medida em que ajuda a corrigir o problema da falta de força de trabalho nos órgãos e entidades, situação provocada por uma série de fatores.

“Com a crise econômica e financeira de 2014 a 2016, houve uma limitação na força de trabalho federal. A própria pandemia também contribuiu com isso entre 2020 e 2021 e depois, na última gestão [federal], houve a opção do antigo governo de priorizar áreas de interesse do governo, como a militar, a própria Polícia Federal (PF). Enquanto isso, houve muitas aposentadorias e processos de exoneração”, explica Fernando Coelho.

Fonte: CNN

 

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