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2 de outubro de 2023Três em cada quatro brasileiros dizem que já buscaram ou contrataram crédito em algum momento de sua trajetória financeira. Mais da metade deles (52%) afirma ter feito isso no último ano. Os dados foram divulgados pelo estudo “Finanças Regionais: as diferenças na relação com o dinheiro entre os estados do Brasil”, realizado pela Serasa em parceria com a Opinion Box.
Os estados com consumidores que mais contratam e buscam limite extra são Pará (83%), Amazonas (80%), Mato Grosso do Sul (80%), Rio de Janeiro (79%) e Goiás (79%). Alagoas, por sua vez, aparece no fim do ranking, com apenas 69%.
Cartão de crédito (53%) e empréstimo pessoal (48%) são os métodos mais populares no país. Além disso, os brasileiros afirmam que recorrem a crédito consignado (21%) e cheque especial (13%).
De acordo com a pesquisa da Serasa, a busca por limite extra ocorre principalmente para pagar dívidas (35%), limpar o nome (21%) e pagar despesa inesperada (19%). Cuidar da saúde (12%), fazer compras de supermercado (10%) e empreender (10%) também figuram entre os principais motivos.
Já levantamento realizado entre consumidores que utilizam o cartão de crédito revela que quase 115 milhões de brasileiros só conseguiram conquistar seus sonhos porque puderam comprar na modalidade de parcelamento sem juros. A pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva para entidades ligadas ao setor de comércio e serviços mostra a importância do crédito na economia e as possíveis consequências do fim do parcelado sem juros. Ainda segundo a sondagem, o parcelamento sem juros está mais presente em categorias com tíquete médio mais alto, como eletrodomésticos, viagens e eletroeletrônicos, demonstrando o importante papel do consumo planejado. Entre os compradores de itens essenciais da chamada linha branca, como geladeira, fogão e micro-ondas, nos últimos 12 meses, por exemplo, cerca de 76% afirmam que parcelaram suas compras. Esse mesmo número de brasileiros também conquistou o tão sonhado passeio graças ao parcelamento da viagem e da hospedagem sem acréscimos.
A pesquisa também aferiu que, entre quem comprou eletroeletrônicos, como TVs e computadores, no último ano, 71% parcelaram as compras, assim como 67% entre os que adquiriram peças de vestuário e 61% entre quem adquiriu serviços de educação/cursos, tiveram acesso graças à diluição dos valores sem acréscimo no crédito.
Cerca de 113,5 milhões de brasileiros (74% dos pesquisados), teriam que adiar seus sonhos se não tivessem essa opção na hora de adquirir um bem ou serviço. Apenas 11% das pessoas discordaram dessa afirmação. A preferência por esse modelo pode ser observada, ainda, quando se avalia a amostragem de pessoas que optariam por uma nova compra de R$ 1.000 em 10 vezes sem juros no cartão de crédito a 12 vezes com juros no crediário.
Cerca de 80% dos consumidores brasileiros (aproximadamente 123,3 milhões de pessoas) desistiriam da compra de alguns produtos e serviços se a empresa não desse a opção de parcelar sem juros, apurou o levantamento. 78% dos entrevistados informaram que comprariam menos do que costumam atualmente, caso não fosse mais possível dividir sem juros, adiando seus sonhos.
A sondagem indicou os setores que seriam mais prejudicados: 64% declararam que o fim do parcelamento sem taxas prejudicaria muito no consumo de eletrodomésticos; 63% indicaram o setor de eletrônicos; 57% responderam passagens aéreas/hospedagem; e 53% apontaram o ramo de educação/cursos. O estudo evidencia que os consumidores também se opõem ao fim do parcelamento sem juros. Um recorte mostra que 102 milhões de brasileiros são contra o fim dessa modalidade.
A pesquisa também revelou que há maior parcela de inadimplentes entre quem não tem cartão de crédito do que entre aqueles que possuem – 53% das pessoas que estão com os pagamentos atrasados não utilizam cartão de crédito contra 34% dos que fazem uso desse recurso.
O levantamento questionou também se os brasileiros acreditam que ficariam mais endividados caso os parcelamentos no cartão passassem a ter juros. Aproximadamente 77% responderam que ficariam devendo caso todas as compras tivessem algum acréscimo. Isso representaria quase 117,4 milhões de pessoas a mais com dívidas.
A apuração foi feita entre os dias 30 de agosto e 11 de setembro de 2023 com 1.000 consumidores das classes A, B, C, D e E. A pesquisa quantitativa de autopreenchimento com portadores de celular ouviu homens e mulheres com mais de 18 anos. Foi encomendada pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Brasileira de Tecnologia para o Comércio e Serviços (Afrac), Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Fonte: Monitor mercantil


