Vítima de violência doméstica, esposa de suspeito denunciou fraude aos bancos após agressões; R$ 19 milhões em golpes

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Vítima de violência doméstica, esposa de suspeito denunciou fraude aos bancos após agressões; R$ 19 milhões em golpes

A esposa de um dos suspeitos presos na Operação Prodígio nesta terça-feira (5), que não teve seu nome informado, denunciou fraude do grupo após sofrer violência doméstica do marido. 30 pessoas foram presas suspeitas de integrar o esquema de fraude bancária que causou prejuízo de R$ 19 milhões a instituições financeiras no Brasil. O g1 não conseguiu contato com as defesas dos investigados.

Conforme o delegado Anchieta Nery, diretor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP), os envolvidos na fraude, muitos com idades entre 18 e 21 anos, diziam aos bancos ter profissões que não condiziam com as idades. O objetivo era justificar a grande movimentação financeira, compatível com a renda de profissionais bem remunerados.

Um dos exemplos é de uma jovem de 19 anos que informou ser médica obstetra – a formação para a especialidade dura pelo menos três anos, além dos seis da graduação, ou seja, ela precisaria ter iniciado a graduação com 10 anos de idade.

“Eles sabiam que algumas profissões poderiam importar no score maior, como médico, engenheiro e atleta profissional”, explicou.

Após uma série de desconfianças da gerência do banco, que iam do número de contas abertas até a idade de alguns clientes, a Polícia foi acionada. Os gerentes suspeitaram quando clientes, que se identificavam como médicos residentes, por exemplo, iam ao espaço físico do banco, tendo cerca de 18 anos.

O pessoal que trabalha no sistema financeiro é um pessoal muito vivo, identifica uma fraude muito rápido. E quando esse pessoal que iniciava a vida, o relacionamento com o banco, no ambiente digital, ia tentar resolver algo presencial dentro de uma agência, aquilo despertava atenção. Então, um gerente chegou a abordar uma moça dessas”, contou o delegado Anchieta Nery.

Junto disso, a esposa de um dos suspeitos, agredida por ele, denunciou a agressão e as fraudes após mais um episódio de violência.

Investigação

A operação deflagrada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI), e Diretorias de Inteligência da SSP-PI e PC-PI iniciou com uma investigação há mais de um ano e meio. A instituição financeira prejudicada denunciou à diretoria de segurança do banco que detectou a fraude e acionou a PC-PI.

A ação deu cumprimento a 25 mandados de busca e apreensão e 30 mandados de prisão temporária nas cidades de Teresina, Floriano, Amarante e Nazaré do Piauí. Ao final do Inquérito Policial a PCPI compartilhará provas com outros Estados e novas prisões podem ocorrer.

Dinâmica do esquema fraudulento

As investigações apontam que quatro subgrupos foram montados para a realização das fraudes. Anderson Ranchel Dias de Sousa liderava o primeiro, Diana Mayara da Costa Reis e Handson Ferreira Barbosa o segundo, Vitória Ferreira do Nascimento e Sávio Máximo de Sousa Andrade o terceiro, e Ilgner Oliveira Bueno Lima o quarto. O g1 não conseguiu contato com as defesas dos investigados.

Fonte: G1

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