Governo e bancos vão criar grupo de trabalho para discutir causas dos juros altos do rotativo, diz Febraban

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Governo e bancos vão criar grupo de trabalho para discutir causas dos juros altos do rotativo, diz Febraban

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, afirmou nesta segunda-feira (17) que o governo vai criar um grupo de trabalho para discutir as causas dos juros altos nas operações com o cartão de crédito rotativo.

Segundo Sidney, vão participar desse grupo:

  • governo
  • Banco Central
  • representantes da indústria de cartão de crédito

Ele não soube informar quando o grupo será criado de fato.

“Nós vamos construir um grupo de trabalho para podermos aprofundar tecnicamente quais são as causas do elevado spread do cartão de crédito para poder, atacando as causas, encontrar as soluções corretas, soluções que possam zelar pela racionalidade econômica”, disse Sidney após reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir o tema.

O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não paga o valor total da fatura na data do vencimento. A taxa média de juros cobrada pelos bancos somou 417,4% ao ano em fevereiro, segundo dados do Banco Central. É a linha de crédito mais cara do mercado.

Sem propostas

Segundo Sidney, não foram discutidas propostas na reunião desta segunda com o ministro Haddad. “Não viemos trazer propostas. A Fazenda também não nos fez propostas. O que nós fizemos foi um diagnóstico, um estudo da indústria de cartão de crédito e do impacto para economia e para o consumo”, afirmou.

Ele defendeu também que precisa haver um diagnóstico correto das causas dos juros altos para, aí sim, atacar o problema.

“Nós estamos aprofundando esse diagnóstico para podermos então saber quais são as causas que fazem com que o spread do cartão de crédito seja elevado. Portanto, é um trabalho conjunto, governo, indústria de cartão de crédito e nós vamos aprofundar tecnicamente isso. Não é o momento de apontar caminho, não é o momento de discutir proposta, é o momento de aprofundar o diagnóstico”, disse Sidney.

Já o ministro Fernando Haddad disse que pediu celeridade aos bancos para a apresentação do estudo com o diagnóstico da causa dos juros altos. “São muitos interlocutores, a bandeira, tem a maquininha, tem o banco, tem a lojista, tem muitos atores nesse processo”, resumiu.

Fonte: G1

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