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Itaú ameaça empregos e clientes ao terceirizar atendimento

Reestruturação do Itaú pode ser passo para terceirizar e demitir, estamos de olho. Filie-se ao Sindicato previna-se e defenda-se!

O Itaú comunicou que irá terceirizar o CHAT, setor lotado no CT (Centro Tecnológico). A decisão irá envolver 144 trabalhadores, que terão prazo de 60 dias para realocação, até 31 de maio. O anúncio foi feito em reunião com dirigentes sindicais e representantes do banco, na sexta-feira 24.

Vale ressaltar que muitos trabalhadores já vêm de outras áreas que passaram por reestruturação, e agora irão passar novamente por outro processo de realocação.

Em entrevista sexta-feira (24/3), o ministro do TrabalhoLuiz Marinho (PT), avaliou que a ampliação da terceirização aprovada pela reforma trabalhista de 2017 é um dos fatores responsáveis pelo aumento dos casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil.

“A terceirização é prima-irmã do trabalho escravo. Cresceu muito (o trabalho análogo ao escravo), um crescimento preocupante”, afirmou Marinho.

Entenda a precarização

Um caso clássico de precarização do trabalho se dá quando uma empresa demite os funcionários de um determinado setor com a finalidade única e precípua de substituí-los por força de trabalho terceirizada. Nesses casos, incita a redução da remuneração e dos benefícios e garantias dos trabalhadores em razão da ausência de vinculação direta junto à empresa que utiliza estes trabalhadores.

Assim, a terceirização precarizará o trabalho sempre e quando provocar a redução do salário, dos benefícios; promover a rotatividade dos trabalhadores no local de trabalho; acarretar o aumento da jornada de trabalho e dos riscos de acidente de trabalho – uma vez que o trabalhador terceirizado, normalmente, tem menor capacitação técnica para o exercício da função – acarretar a perda à possibilidade de ascensão na carreira, arrefecimento da categoria profissional etc.

Agências de negócios

Outro tema abordado na reunião são as agências de negócios que o Itaú abriu, em São Paulo, sem vigilantes deixando os trabalhadores vulneráveis a assaltos, sequestros e outros tipos de violência. Os sindicalistas exigem que os vigilantes sejam mantidos em todas as agências.

O banco se comprometeu a apresentar o funcionamento destas agências, além de reavaliar a segurança nestas unidades e no seu entorno, que muitas vezes são frequentados por elementos suspeitos, deixando os trabalhadores apreensivos.

Agências Digitais

Assédio moral, ameaças constantes, cobranças exacerbadas por metas e adoecimentos fazem parte do dia a dia dos bancários que trabalham nas agências digitais implantadas na grande São Paulo. O movimento sindical já comunicou ao Itaú estes problemas enfrentados cotidianamente pelos trabalhadores.

O banco se comprometeu a apurar as demandas e dar um retorno.

 

Fonte: Seeb SP

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