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MEIs ganham mais do que trabalhadores formais, diz FGV

Os MEIs (Microempreendedores Individuais) têm mais escolaridade e maior rendimento do que os trabalhadores de carteira assinada.

A descoberta é de pesquisa do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) com base nos dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Eis a íntegra (287 KB).

Para realizar o levantamento, os pesquisadores focaram nos 5 milhões de inscritos no MEI que afirmam contribuir com a Previdência Social. Os dados são do 3º trimestre de 2022.

De acordo com o estudo, 31,3% dos MEIs têm ensino superior completo. Entre os profissionais de carteira assinada, esse percentual cai para 22,4%. A média de escolaridade dos microempreendedores é de 12,2 anos de estudo, enquanto os empregados formais têm 11,8 anos.

Ao analisar a população que trabalha por conta própria, a parcela que tem ensino superior é de 15,7%. Já a média de escolaridade nesse estrato é de 10,1 anos.

Os MEIs têm uma renda média mensal de R$ 3.783. É o maior valor entre os segmentos pesquisados. Na sequência, aparecem os profissionais com carteira assinada (R$ 2.650), trabalhadores por conta própria (R$ 2.183) e informais (R$ 1.864).

Segundo o pesquisador sênior da área de Economia Aplicada do FGV Ibre, Fernando de Holanda, um dos autores do levantamento, os resultados indicam que o MEI não está atingindo os trabalhadores mais vulneráveis. Só 11,4% dos MEIs ganham menos do que um salário mínimo. O índice sobe para 39,8% entre os autônomos.

Fonte: Poder 360

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