Assim que assumiu a presidência da Caixa, Daniella Marques, prometeu fortalecer canais de denúncia internos e incentivar relatos de eventuais irregularidades, incluindo assédio sexual e moral. Para simbolizar o fim da era Guimarães, o banco acabou com o uso obrigatório de gravatas.

A diretoria da Caixa é composta por 12 vice-presidências. Desde que o escândalo contra Guimarães veio à tona, três vice-presidentes deixaram os cargos: Celso Leonardo Barbosa, de Negócios de Atacado; Antônio Carlos Ferreira, de Logística; e Camila de Freitas Aichinger, ex-vice-presidente da Rede de Varejo.

Em 29 de setembro, o MPT (Ministério Público do Trabalho) pediu que a Justiça condene o ex-presidente a pagar R$ 30,5 milhões pelas práticas de assédio sexual, moral e discriminação contra funcionários do banco.

A ação pede ainda que cada um dos integrantes do Conselho de Administração da empresa seja condenado a pagar pouco mais de R$ 3 milhões pela “omissão em fiscalizar os atos dos dirigentes da estatal”.

Já ao banco, o MPT solicita à Justiça o pagamento de R$ 305 milhões “pela omissão na investigação de tais atos” e por responsabilização solidária. A defesa de Guimarães classificou a ação de “improcedente e eleitoreira”.

O banco, por outro lado, tem ressaltado quatro ações tomadas a partir de junho: a contratação de uma auditoria externa; a formação de um comitê independente para a investigação das denúncias; a vinculação da corregedoria ao Conselho de Administração para maior independência; e o reforço do canal de denúncias com profissionais especializados.

Fonte: Folha de São Paulo