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7 de outubro de 2022A rentabilidade do sistema bancário retornou a níveis próximos dos observados antes da pandemia de covid-19 em 2021, segundo relatório divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira. O lucro líquido das instituições somou R$ 132 bilhões em 2021, 49% superior ao registrado em 2020 e 10% de 2019.
“O retorno sobre o patrimônio líquido (Return on Equity – ROE) foi de 15%, próximo aos níveis pré-pandemia. O crescimento da margem de juros, a redução das despesas com provisões e os ganhos de eficiência explicam a melhora dos resultados”, ressaltou o BC.
De acordo com o relatório, a recuperação da rentabilidade dos bancos não foi homogênea. O retorno dos bancos “complexos” e “regionais e públicos”, que possuem modelos de negócio mais diversificados, foram os que apresentaram maior elevação. Já a rentabilidade dos bancos do segmento “crédito” e “outros” praticamente não apresentou recuperação.
Após se reduzirem “de forma consistente desde meados de 2020”, as despesas com provisões também retornaram aos níveis pré-pandemia.
“Dado o cenário econômico menos favorável previsto para 2022, a expectativa é de alta moderada na inadimplência (em direção aos níveis pré-pandemia). Esse movimento da inadimplência e a migração das carteiras para um mix de maior risco podem aumentar o nível de ativos problemáticos ao longo do ano”, projeta a autoridade monetária.
Segundo o documento, esse “eventual” aumento não deve trazer maiores dificuldades para o sistema financeiro, “dado que o atual nível de cobertura de provisões poderá ser utilizado para absorvê-lo total ou parcialmente”.
A margem de crédito foi pressionada pelo “significativo aperto monetário iniciado em março de 2021”, que, segundo o BC, promoveu um ajuste mais rápido do custo de captação em relação ao retorno do crédito.
Houve recuperação da margem durante o primeiro semestre de 2021, diante da queda das despesas com provisões – recursos que o banco precisa manter em caixa para cobrir operações – em função do “bom comportamento” da inadimplência no período. “O ambiente de taxas de juros mais altas, porém, favorece a concessão de créditos a taxas mais elevadas”, disse.
“A migração para um perfil de carteira de maior risco e rentabilidade esperada, que começou em 2021 e possivelmente deve continuar em 2022, também tende a favorecer a rentabilidade do crédito ao longo do ano. A combinação desses efeitos deve ser positiva para a margem de crédito do sistema nos próximos trimestres”, complementou.
Custos e inflação
Apesar da alta da inflação em 2021, os bancos conseguiram controlar o aumento dos custos, segundo relatório publicado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira. Após crescerem em ritmo mais lento em 2020, as receitas de serviços cresceram 10% em 2021, impulsionadas pela melhora da atividade econômica.
As despesas administrativas cresceram 9%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 10,06% em 2021. “A inflação deve continuar pressionando os custos das instituições em 2022”, ressaltou.
Segundo o documento, o número de agências e de funcionários do sistema bancário continuou em queda no ano passado. “Essa tendência deve, possivelmente, manter-se nos próximos anos com o uso crescente de canais de atendimento digitais pelas instituições e seus clientes”, afirmou.
A autoridade monetária frisou que a migração para os canais digitais demanda inicialmente maiores investimentos em tecnologia e pessoal, mas no futuro reduz custos e aumenta a eficiência operacional.
O crescimento da margem de juros, a redução das despesas com provisões e os ganhos de eficiência explicam a melhora dos resultados dos bancos. De acordo com o relatório, a recuperação da rentabilidade dos bancos não foi homogênea. O retorno dos bancos “complexos” e “regionais e públicos”, que possuem modelos de negócio mais diversificados, foram os que apresentaram maior elevação.
Já a rentabilidade dos bancos do segmento “crédito” e “outros” praticamente não apresentou recuperação.
Além disso, a taxa média de captação do segmento S1, que representa os maiores bancos, manteve-se em torno dos 100% da taxa DI. Nos demais segmentos houve redução da taxa média de captação.
No mercado de câmbio, dez maiores instituições do segmento bancário concentraram 79,0% no mercado primário e 68,1% no mercado interbancário.
Fonte: Valor investe

