
Imposto de Renda 2022: Receita deve liberar consultas ao último lote de restituição nesta sexta-feira
23 de setembro de 2022
Financeiras insistem em reajuste bem abaixo da inflação
23 de setembro de 2022A categoria bancária ficou chocada com o desconto retido na fonte sobre seus salários e sobre a primeira parcela (antecipação) da PLR (participação nos lucros e resultados) recebida em setembro. Isso ocorre por causa da falta de correção da tabela do Imposto de Renda.
“A tabela do Imposto de Renda da PLR, assim como a tabela do Imposto de Renda PF, não é reajustada desde 2016. Assim, como os salários e a PLR dos bancários são reajustados ano a ano, e a tabela do Imposto de Renda não é, há uma corrosão dos rendimentos dos trabalhadores em termos reais por conta do aumento do desconto do imposto”, explica a economista Catia Uehara, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Por exemplo, um caixa que recebeu a PLR com regra majorada (2,2 salários) em 2021, teve um desconto de R$ 696,47 de IR na PLR, enquanto que, em 2022, para a mesma função e regra da PLR, o desconto foi de R$ 990,66. Ou seja, um aumento de quase R$ 300 a mais no imposto.
A falta de correção da tabela do IR corrói, portanto, os valores da PLR dos trabalhadores. Se a tabela do IR na PLR tivesse sido corrigida pela inflação desde 2016, por exemplo, o desconto seria bem menor.
Falta de correção da tabela do IR corrói a renda
Com a disparada da inflação, a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) acumula defasagem de 31,3% só no governo atual, de acordo com cálculos realizados pelo Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco).
Por exemplo, um trabalhador que ganhava R$ 3.751,05 antes do reajuste de 8% nos salários, obtido na Campanha Nacional deste ano, tinha 15% de desconto do salário na fonte. Com o reajuste, passou a ter descontado 22,5%.
Fonte: Seeb/SP

