Privatização de bancos: demissões e desmonte na saúde e previdência

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Privatização de bancos: demissões e desmonte na saúde e previdência

Banco do Brasil, em Brasília 29/4/2019REUTERS/Adriano Machado

Há quase 22 anos o Banestado e Banespa foram privatizados, milhares perderam os empregos, a saúde e a previdência privada. O Brasil perdeu financiamentos a programas sociais e de desenvolvimento econômico

O resultado das privatizações do Banestado (Banco do Estado do Paraná) e do Banespa (Banco do Estado de São Paulo) comprovam o alerta dos movimentos de trabalhadores que lutam para afastar os riscos de privatização do Banco do Brasil e de outras importantes empresas públicas.

“Perdas de direitos, demissões em massa, desmonte dos planos de saúde e de previdência complementar. Esses foram os resultados das privatizações do Banestado e do Banespa, prestes a completarem 22 anos agora, em outubro e em novembro”, diz o coordenador da CEEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil) e membro do Comitê de Luta em Defesa do Banco do Brasil, João Fukunaga.

 

 

Caso Banestado

O banco foi sucateado e os funcionários foram incentivados a pensar que a instituição não tinha futuro, o caminho da modernização era a privatização.

Segundo ex-funcionários, três anos antes da privatização, em 1997, a então diretoria do Banestado, orientada pelo governo estadual, avisou aos funcionários que a empresa passava por uma grave crise financeira.

“Na ocasião, o banco contava com mais de 12 mil empregados. No final do ano, a Assembleia Legislativa do estado aprovou uma lei para sanear o banco e foi aberta uma sala de dados para informação da real situação da empresa para interessados na sua compra”, destaca Roberto von der Osten, ex-funcionários e sindicalista.

 

Em 1999, a empresa pública foi submetida a dois programas de demissão voluntária que reduziram o número de funcionários para 8 mil.

 

Fonte: Seeb/SP

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