Correios oferecem reajuste abaixo da inflação e diminuição da PLR

Senacon vai investigar 23 bancos por fraudes em cartão consignado
29 de agosto de 2022
Quase metade dos reajustes salariais em julho não recuperaram inflação, aponta Dieese
29 de agosto de 2022
Senacon vai investigar 23 bancos por fraudes em cartão consignado
29 de agosto de 2022
Quase metade dos reajustes salariais em julho não recuperaram inflação, aponta Dieese
29 de agosto de 2022

Correios oferecem reajuste abaixo da inflação e diminuição da PLR

Trabalhadores dos Correios realizam assembleia no dia 31 para definir se entram em greve. Empresa oferece 90% do IPCA de reajuste e impõe condições para pagar a Participação dos Lucros e Resultados (PLR). Os Correios lucraram R$ 3,7 bilhões

Os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios, que tem como data base 1º de agosto, podem entrar em greve a partir de 1º de setembro se a direção da empresa continuar oferecendo reajuste salarial abaixo da inflação.

 

Enquanto a categoria reivindica 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é 10,13%, a empresa quer dar apenas de 9,62% – que representam 90% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que define a inflação para quem ganha até 40 salários mínimos. Ou seja, abaixo do índice oficial do país.

 

Os trabalhadores também estão inconformados com a proposta dos Correios sobre o pagamento da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) deste ano.

 

Segundo Emerson Marinho, secretário de Comunicação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), em 2021 a empresa não deu o PLR, e neste ano, quer impor condições prejudiciais aos trabalhadores para efetuar o pagamento.

 

“Os Correios tiveram R$ 3,7 bilhões de lucro e além de não definir a PLR querem que o benefício seja distribuído a partir do alcance de metas individuais e coletivas. Com isso, a maioria dos trabalhadores não vai receber sequer 70% do seu valor”, critica Marinho.

Fonte : Seeb/SP

Os comentários estão encerrados.