Santander finalmente cumpre decisão judicial e reintegra bancário

Eleição da Funcef terá segundo turno. Votação começa sexta
27 de abril de 2022
Sob nova direção, Santander quer ser visto menos como banco e mais como empresa de consumo
27 de abril de 2022
Eleição da Funcef terá segundo turno. Votação começa sexta
27 de abril de 2022
Sob nova direção, Santander quer ser visto menos como banco e mais como empresa de consumo
27 de abril de 2022

Santander finalmente cumpre decisão judicial e reintegra bancário

Após meses de desrespeito a uma decisão judicial, o Santander finalmente reintegrou um bancário que havia sido demitido mesmo com comprovação de doença adquirida em função da atividade laboral. O trabalhador assumiu na quarta-feira 20 suas funções no Conexão, centro administrativo do banco espanhol.

Entenda o caso

Em face da sua demissão durante tratamento por doença psiquiátrica, ocasionada em decorrência da sua atividade laboral no Santander, o bancário acionou a Justiça, pedindo tutela de urgência para a sua reintegração. Em dezembro de 2021, em primeira instância, a juíza determinou a reintegração do bancário, assim como o restabelecimento do plano de saúde.

O Santander, por sua vez, ingressou com mandado de segurança para cassar a decisão. Contudo, em decisão de segunda instância, a Justiça referendou a reintegração. Mesmo com a confirmação do Tribunal, o Santander seguiu se recusando a cumprir a determinação judicial.

O banco passou a postergar cada vez mais a reintegração. Inicialmente, alegou que o bancário estava trabalhando, o que não era verdade. Depois, afirmou que buscava um acordo, o que também não era verdade. Em audiência, o representante do Santander chegou a alegar que desconhecia a data exata determinada para a reintegração, desrespeitando, novamente, a ordem judicial.

Após nova audiência, o Santander comprovou a reintegração do bancário perante ao judiciário. Porém, quando o bancário procurou o RH do banco, foi informado que foi novamente demitido. Fato este que indignou a juíza responsável pelo caso, que determinou ao Ministério Público Estadual que apurasse eventuais crimes cometidos pelo Santander no desenrolar do processo, uma vez que, reiteradamente, descumpriu a ordem judicial para reintegração do bancário, resultando na aplicação de diversas modalidades de multas processuais.

Por fim, passados cerca de três meses da primeira determinação judicial pela reintegração, o Santander finalmente reintegrou o bancário.

Fonte: Seeb/SP

Os comentários estão encerrados.