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Trabalho escravo: 49 pessoas são resgatadas em Santa Catarina

Elas foram aliciadas na cidade de Caxias, no Maranhão, para trabalhar em três propriedades rurais de cultivo de maça de São Joaquim, no Planalto Sul

 

Uma força-tarefa sob o comando de auditores fiscais da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Previdência, resgatou 49 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em propriedades de cultivo de maçã, em São Joaquim, no Planalto Sul de Santa Catarina. O grupo veio da cidade de Caxias, no Maranhão, por um intermediador de mão de obra, também conhecido pela expressão “gato”, que prometeu às vítimas ganhos vantajosos para trabalharem na colheita da fruta. Eles embarcaram no Maranhão em um ônibus fretado pelo aliciador e pagaram R$ 650,00 pela passagem. Os que não tinham o dinheiro para a despesa do transporte até São Joaquim, aceitaram a proposta de descontar o valor dos dias trabalhados. Eles chegaram na Serra catarinense no dia 10 de fevereiro, depois de três dias de viagem, e foram acomodados em dois alojamentos com péssimas condições de higiene e conservação, e superlotação.

Em um deles, com apenas três quartos pequenos, 22 trabalhadores se amontoavam em cinco ou seis pessoas por cômodo. A casa tinha apenas um banheiro para tomar banho e um vaso sanitário, utilizado por homens e mulheres. No porão do imóvel, sem janelas ou qualquer outro tipo de ventilação, havia vazamento de água, umidade, mofo pelas paredes e um único banheiro para uso dos outros 28 trabalhadores. Os abrigos não dispunham de água potável, camas ou armários. Também não era fornecidos papel higiênico, roupa de cama e colchões aos empregados. Para ter onde dormir, cada trabalhador teve que pagar R$ 200,00 por um colchão, R$ 120,00 pelo aluguel das casas, R$ 140,00 pela alimentação básica e R$ 60,00 pela carne. Como não havia utensílios suficientes, os empregados tiveram que comprar panelas para poder cozinhar.

Fonte: Notisul

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