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22 de dezembro de 2021Diante do avanço da ômicron, a OMS, entidade referência em saúde reforça a necessidade de dose de reforço para idosos e pessoas com outras doenças
“Há evidências consistentes de que a ômicron está se espalhando significativamente mais rápido do que a variante delta” afirmou nesta segunda-feira (20) o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom. Em entrevista coletiva, em Genebra, na Suíça, ele alertou para o risco da nova variante causar infecções entre vacinados e pessoas que se recuperaram da covid-19. “É mais provável que as pessoas vacinadas ou recuperadas da covid-19 possam ser infectadas ou reinfectadas”, acrescentou.
Nesse sentido, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, classificou como “pouco inteligente” subestimar a gravidade da ômicron. “É provavelmente pouco inteligente relaxar e pensar que esta é uma variante leve, que não causará uma doença severa. Penso que, com os números subindo, todos os sistemas de saúde estarão sob pressão”, declarou.
Essa percepção da ômicron como mais leve, segundo ela, seria em função de um estudo realizado na África do Sul. O levantamento, feito por uma rede de saúde privada em parceria com o Conselho de Pesquisa Médica da África do Sul (SAMRC), identificou menor percentual de internação pela nova variante. No entanto, de acordo com a cientista-chefe da OMS, pode haver uma “impressão enganosa” devido aos altos níveis de imunidade causados pelas ondas de infecção que antecederam a ômicron.
Assim como o diretor-geral da OMS, Soumya disse que a variante está evitando com sucesso “certas respostas imunológicas”. Em função disso, ela orienta que os países que já estão aplicando doses de reforço devem priorizar pessoas com sistema imunológico mais fracos. Por outro lado, a cientista disse não acreditar que as vacinas contra a covid-19 “se tornarão completamente ineficazes”.
Ômicron no Brasil
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou, no início da tarde desta segunda, o primeiro caso da variante ômicron no Rio de Janeiro. De acordo com a prefeitura da capital, trata-se de mulher de 27 anos, residente em Chicago, nos Estados Unidos. Ela buscou atendimento em unidade de saúde municipal assim que chegou ao Brasil, na segunda-feira passada (13). A entidade divulgou hoje o resultado do sequenciamento genômico da amostra da paciente.
Também hoje, a Secretaria de Saúde de Porto Alegre confirmou dois novos caso da ômicron. Ao todo, chega a nove o total de casos confirmados da nova variante na capital gaúcha. Os dois casos são de viajantes procedentes do exterior, sendo uma moradora de Porto Alegre e a outra, turista. Em todo o país, as autoridades já identificaram 34 casos da ômicron. São Paulo lidera, com 18 infecções confirmadas.
Enquanto isso, o Brasil registrou nas últimas 24 horas mais 70 mortes pela covid-19. No entanto, como vem ocorrendo há mais de 10 dias, os números estão defasados. Novamente seis estados (Acre, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Tocantins) não enviaram dados. Segundo os órgãos de governo, os problemas ainda decorrem da instabilidade no sistema do Ministério da Saúde desde um suposto ataque hacker.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o ConecteSUS deve voltar a funcionar na próxima quarta-feira (22). Com o apagão parcial de dados, o total de óbitos confirmados chegou a 617.873.
Além disso, em tais condições de insegurança de dados, as autoridades regionais confirmaram 2.094 novos casos no mesmo período. A coleta de dados é feita pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Os casos oficiais registrados seguem em torno de de 22,2 milhões (22.215.856).
Fonte ; Rede Brasil atual

