
Caixa terá de indenizar correntista vítima de saques fraudulentos
29 de novembro de 2021
“Sextou” do bancário está em risco
29 de novembro de 2021Uma pesquisa realizada pela Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) com o Fundo para Igualdade de Gênero (FIG), realizada com 2.609 bancários de 25 estados revelou que 60,72% dos trabalhadores entrevistados sofrem assédio moral e se sentem nervosos, tensos ou preocupados em função da atividade profissional nos bancos. Outros sintomas apontados pelos bancários são cansaço, tristeza, insônia e dor de cabeça. A pesquisa faz parte do Projeto Assédio Moral na Categoria Bancária.
Pressão cada vez maior
O estresse e o assédio estão diretamente ligados à forma como se estruturam as relações e o ambiente de trabalho nos bancos.
“A categoria se sente cada vez mais pressionada em função das metas abusivas e está adoecendo por causa da prática constante de pressão psicológica e assédio moral”, explica Edelson Figueiredo, diretor da Secretaria de Saúde do Sindicato dos Bancários do Rio.
A jornada excessiva de trabalho, muitas vezes além das seis horas diárias previstas na Convenção Coletiva da Categoria, a sobrecarga, o acúmulo de funções e a apologia da competição individual foram citados por 71% dos entrevistados como problemas nas relações de trabalho.
Silêncio como barreira
“O maior desafio do trabalhador é vencer o medo de denunciar e romper o silêncio”, explica Edelson. Os números comprovam a afirmação do sindicalista: apenas 5,2% daqueles que relataram ter sido vítimas de situações constrangedoras no trabalho falaram sobre o assédio sofrido com alguém, geralmente, da família. “O papel do Sindicato é apoiar o bancário assediado e estimular para que ele denuncie a prática de violência psicológica. A maior arma do assediador é o silêncio do empregado”, destaca o sindicalista.
Fonte: Seeb/Rio

