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BB: Concurso disfarça privatização em andamento

Banco do Brasil fechou mais de 5 mil vagas e vai contratar apenas 2 mil

As provas do concurso público do Banco do Brasil para admissão de 4 mil funcionários foram realizadas no último domingo. Mas o governo tomou esta decisão de forma demagógica, já que, em janeiro, fechou 5 mil postos de trabalho no BB como parte do plano de reestruturação feito em plena pandemia, e mais de 300 agências, em prejuízo da população em um momento em que mais o país precisava do BB.

 

Uma prova da demagogia, é que, dos concursados, somente metade será efetivada de imediato. O restante ficará no banco de espera. Assim não se resolve o problema grave das agências, onde as filas aumentaram ainda mais após a reestruturação de janeiro deste ano que fechou mais de 5 mil vagas.

 

Privatização

Segundo sindicalistas, a admissão dos novos concursados faz parte do plano de preparação da privatização do BB já que os que entram receberão salários e direitos menores em relação aos que saíram. Tudo para reduzir a folha de pagamento com fechamento de agências.

 

Outra economia é a não inclusão dos que passarem no plano de saúde da Cassi, ou o seu direcionamento para o chamado Plano Essencial, rebaixado. A privatização é um projeto do governo, compromisso assumido com os bancos privados e que não muda com a presença de um funcionário de carreira na presidência do banco.

 

A entrega do BB ao setor privado é nociva ao país. Os bancos públicos estão presentes em localidades que não interessam aos bancos privados, por não darem retorno imediato. Dos 5.600 municípios brasileiros, 18% só são atendidos por bancos públicos. O BB e a CEF são responsáveis por 70% do crédito rural. De cada quatro agências bancárias, uma é do BB. As linhas de financiamento voltadas às micro e pequenas empresas são 60% do Banco do Brasil e 40% da Caixa.

Fonte: Seeb/RJ

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