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Racismo: supermercado obriga homem negro a se despir para provar honestidade

Na última semana, um caso que evidencia o racismo estrutural presente na sociedade brasileira ganhou as manchetes e foi alvo de debates nas redes sociais. Luiz Carlos da Silva, um homem negro de 56 anos, foi abordado por seguranças do supermercado Assaí, de Limeira, e teve de se despir para provar que não havia roubado qualquer produto.

De acordo com o relato de Luiz em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, ao ser abordado pelos seguranças ao tentar sair do supermercado, no qual optou por não comprar nada devido aos preços elevados, foi solicitado para que retirasse a blusa. Quando abriu a blusa, os seguranças pediram então que levantasse a camiseta. Ainda assim, os seguranças permaneceram desconfiados e não o liberaram. Foi então que Luiz, indignado e nervoso com a situação, decidiu tirar o restante da roupa para provar, de uma vez por todas, que não havia roubado nada.

Nas imagens, é possível ver Luiz chorando durante a abordagem dos seguranças do supermercado Assaí. A vítima registrou um boletim de ocorrência por constrangimento na Polícia Civil.

“Este é mais um caso que coloca em evidência o racismo estrutural presente na sociedade brasileira. Em casos semelhantes, que não são poucos, tanto em abordagens por seguranças de comércios ou pelas forças policiais, notamos o mesmo padrão: negros e negras tratados como suspeitos.”

Fernando Mattos, dirigente do Sindicato e coordenador do Coletivo de Combate ao Racismo da entidade.  

“É preciso combater diariamente, de forma enfática, o racismo estrutural em todos os aspectos da nossa sociedade. Esta é uma das principais bandeiras do Sindicato enquanto entidade cidadã”, acrescenta.

Fonte: Seeb/SP

 

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