
Para diminuir fraudes no consignado, governo altera regras de atuação de correspondentes bancários
30 de julho de 2021
Brasil avança na criação de moeda digital e novidade vai mudar o seu bolso
30 de julho de 2021O Pix não era grátis? O novo sistema de pagamentos é isento de tarifas para pessoas físicas. Mas o Banco Central permite que os bancos cobrem as pessoas jurídicas pelos pagamentos e recebimentos instantâneos realizados pelo novo sistema.
Quando estreou, em novembro de 2020, a maioria dos bancos estendeu a isenção de tarifas para as pessoas jurídicas. O Itaú, por exemplo, começou a cobrar pelas transações com Pix em julho. No Santander, a cobrança começou em março. No Banco do Brasil, a tarifação existe desde abril. O Bradesco diz que passa a tarifar o Pix após uma carência inicial de seis meses às empresas.
O CEO da Matera, Carlos Netto, diz que era esperado que essa gratuidade fosse acabar. “Alguma cobrança tem que ter, pois o Pix tem um custo operacional. O banco precisa manter seus servidores funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana. Tem o custo com pessoal para atender emergências de madrugada ou no feriado. E tem custo grande de tecnologia.”
Mas não são todos os bancos que estão cobrando para fazer Pix das pessoas jurídicas. No C6 Bank, Caixa Econômica e Inter, por exemplo, o Pix continua sendo gratuito mesmo para os clientes empresarias.
Quanto os bancos estão cobrando de Pix? Nos grandes bancos, há uma tarifa para transferências (valor máximo de cerca de R$ 10) e outra para recebimentos por QR Code. Essa última é bem mais salgada e pode chegar a R$ 150, dependendo do valor transacionado e da instituição.
Procurados, Bradesco, Santander e Itaú Unibanco informaram que as tarifas Pix de pessoas jurídicas variam de acordo com o perfil do cliente, do seu pacote de tarifas, da frequência de transações. E, que dependendo do relacionamento, as transações podem ser gratuitas.
“As demais tarifas [exceto recebimentos via QR Code] variam de acordo com o perfil do cliente e são alinhadas às suas necessidades e frequência de transações realizadas, com possibilidade de isenção atrelada ao volume transacional e relacionamento com o banco”, diz o Itaú.
Fonte: UOL

