SOB ATAQUE: PEDRO GUIMARÃES QUER ACELERAR ABERTURA DO CAPITAL DA CAIXA

Receita libera consulta a 2º lote de restituição do IR
25 de junho de 2021
BANCÁRIOS APOSENTADOS TÊM DIREITO A AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO APÓS DESLIGAMENTO
25 de junho de 2021
Receita libera consulta a 2º lote de restituição do IR
25 de junho de 2021
BANCÁRIOS APOSENTADOS TÊM DIREITO A AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO APÓS DESLIGAMENTO
25 de junho de 2021

SOB ATAQUE: PEDRO GUIMARÃES QUER ACELERAR ABERTURA DO CAPITAL DA CAIXA

Esta semana, o vice-presidente de Finanças, Gabriel Dutra Cardozo Vieira de Goes, teve o nome aprovado pelo Conselho de Administração. O executivo recebeu a missão de acelerar as IPOs da Caixa até o final deste ano

O Conselho de Administração da Caixa aprovou nessa segunda-feira, 21, o nome do vice-presidente de Finanças e Controladoria, Gabriel Dutra Cardozo Vieira de Goes, para comandar a gestora de recursos da companhia. Goes chega com a missão de acelerar a abertura do capital da Caixa na Bolsa de Valores. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, faz pressão para que as ofertas públicas de ações (IPO, na sigla em inglês) saiam até o fim deste ano. A direção da Caixa aguarda apenas um sinal verde do Banco Central para a constituição da gestora de recursos que irá conduzir o processo.

A diretora do Sindicato dos Bancários e integrante da CEE/Caixa, Lizandre Borges, vê com bastante apreensão mais esse passo da direção da companhia no sentido de privatizar o banco público. “A proximidade das eleições de 2022 botam pressão no processo de desmonte da Caixa. Pedro Guimarães nomeou um executivo com perfil privatista disposto a cumprir à risca a missão de fatiar os principais ativos da Caixa na Bolsa”.

DNA privatista

A dirigente lembra que Guimarães acabou de fazer a IPO da Caixa Seguridade e agora parte para cima de outros ativos importantes da empresa. “Guimarães corre contra o relógio para entregar aos empresários do setor financeiro as partes mais valiosas do maior banco público da América Latina. Com seu DNA privatista, com as vendas do Banespa, Banerj e Banestado no currículo, ele sabe que precisa fazer todo esse processo ainda este ano. Porque, em ano eleitoral, a agenda política pode acabar travando esse processo”.

Goes deve comandar, a partir de agora, o processo de preparação da companhia para ser listada em bolsa. Essa operação, segundo matéria publicada no Valor, inclui ajustes operacionais como a migração de fundos para a nova empresa gestora, a contratação dos bancos assessores para a operação, dentre outras ações.

Mobilização e resistência

As centrais e entidades sindicais, associações de empregados e especialmente os bancários e as bancárias da Caixa, afirma Lizandre, precisam se mobilizar para organizar uma ampla frente de resistência ao processo de desmonte do banco.

“Vimos como foi a IPO da Caixa Seguridade. Num piscar de olhos, um dos principais ativos do banco foi retirado da Caixa. Precisamos mobilizar as bancadas da Câmara e do Senado e também as assembleias estaduais e as câmaras de vereadores, porque o desmonte vai ter impactos socioeconômicos sobretudo para os segmentos mais vulneráveis da população. A classe política precisa ficar atenta que a Caixa é historicamente um banco referência nos programas sociais. É o banco público que está no dia a dia do povo brasileiro. A venda fatiada dos ativos do banco irá comprometer o desenvolvimento desses programas”, adverte.

A administração Pedro Guimarães já vendeu ações da Petrobras, do Banco do Brasil, do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), além de fazer o leilão da Lotex. Este ano Guimarães já fez a IPO da Caixa Seguridade e prepara a privatização de operações nas áreas de cartões, loterias e das mais de 100 mil contas do banco digital abertas para o pagamento do auxílio emergencial.

“Além desse processo de desmonte comprometer a sustentabilidade do banco, é importante frisar que todo o dinheiro que está sendo arrecadado com essas vendas será repassado para o Tesouro para amortizar os juros da dívida pública, ou seja, Bolsonaro, Guimarães e o ministro Paulo Guedes estão se desfazendo de um dos mais importantes e valiosos patrimônios do povo brasileiro para beneficiar os grandes bancos privados e cobrir buracos desse fosso sem fundo que é a dívida pública”, critica Lizandre.

Fonte: Seeb/ES

Os comentários estão encerrados.