O resultado do mês em que o país se tornou o epicentro da pandemia de coronavírus interrompe 10 meses de avanços do índice e é o mais fraco desde a queda de 9,8% em abril de 2020, ápice das medidas de contenção da Covid-19 no ano passado.
O dado de março, entretanto, foi melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 3,75%,.
Com os resultados positivos de janeiro e fevereiro, o IBC-Br encerrou o primeiro trimestre com crescimento de 2,3% sobre os últimos três meses de 2020, depois de ter expandindo 3,17% no quarto trimestre do ano passado
A crise sanitária no Brasil, com sistemas de saúde muito sobrecarregados, agravou-se no final de fevereiro e levou várias localidades a intensificarem as medidas de isolamento, voltando a fechar comércios não essenciais e restringindo ainda mais a mobilidade.
Na comparação com março de 2020, o IBC-Br registrou avanço de 6,26% e, no acumulado em 12 meses, teve perda de 3,37%, segundo números observados.
Com o Brasil ainda enfrentando lentidão no ritmo de vacinação contra a Covid-19, em março, as perdas foram disseminadas. A indústria brasileira registrou queda inesperada de 0,7% da produção em fevereiro e interrompeu nove meses de resultados positivos.
As vendas varejistas recuaram 0,6% e o setor voltou a ficar abaixo do nível pré-pandemia. O mesmo aconteceu com os serviços, depois de queda de 4,0% no volume no mês.
A pesquisa Focus mais recente do BC com uma centena de economistas aponta que a projeção de expansão para este ano é de 3,21%, indo a 2,33% em 2022.



