O jornal Valor Econômico apurou que três conselheiros do BB que entrevistaram Ribeiro, o consideraram “inadequado para o cargo”. São eles Hélio Magalhães, presidente do colegiado, e José Guimarães Monforte – os dois membros independentes indicados pelo Ministério da Economia – e Luiz Serafim Spinola Santos, coordenador do Comitê de Pessoas, Remuneração e Elegibilidade, este último conselheiro independente indicado pelos acionistas minoritários.
A indicação de Fausto Ribeiro pegou os conselheiros de surpresa. Nos corredores do BB a avaliação é que o nome foi escolhido por eliminação. Ribeiro é simpatizante das ideias bolsonaristas e nunca ocupou cargos relevantes em outros governos.
Vale destacar que a aprovação de um presidente para o banco, por parte dos conselheiros independentes, não assegura a permanência do Banco do Brasil público e seu papel positivo como investidor da indústria e do agronegócio. O Conselho de Administração é formado por oito membros, cinco indicados pelo Ministério da Economia, um eleito pelos empregados do Banco do Brasil e dois eleitos pelos acionistas minoritários.
No início de março, o conselho de administração do banco defendeu a permanência de Brandão. Um dos conselheiros independentes do colegiado, Paulo Roberto Evangelista de Lima, chegou a falar da possibilidade de renunciar, dependendo de quem substituísse o então presidente do BB.
Brandão já havia manifestado desconforto com as decisões do governo, afirmando que seguiria no cargo se tivesse liberdade. Seu anúncio de desligamento aconteceu logo após a interferência de Bolsonaro na Petrobras e a manifestação de que faria o mesmo em outras estatais.
A nomeação do presidente de bancos estatais é exclusiva do presidente da República. O Ministério da Economia anunciou a indicação de Ribeiro logo após André Brandão confirmar sua saída, na semana.
Fonte: MSN



