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3 de março de 2021O Santander demonstra total desrespeito com os funcionários brasileiros. Enquanto aprovou acordo na Espanha, que prevê fornecimento de equipamentos pelo banco, respeito à jornada e direito à desconexão para os empregados em trabalho remoto, aqui no Brasil demite milhares de trabalhadores, desrespeita os sindicatos e impõe acordos individuais com desvantagens para os bancários.
É também no Brasil que o Santander se recusa a negociar com o movimento sindical um acordo de trabalho coletivo prevendo direitos para quem está em teletrabalho. Mas é no país que o grupo espanhol tem maior lucratividade. Responde por 30% do lucro global, o que não impediu de extinguir 3.220 postos de trabalho no ano passado, sendo 2.593 entre abril e dezembro, quando a pandemia crescia.
A demissão em massa aconteceu justamente depois de ter assumido o compromisso público de não demitir enquanto durasse a crise sanitária. O Santander é o único dos três maiores bancos privados que atuam no país que não fechou acordo coletivo para regulamentar o teletrabalho.
O funcionário brasileiro é tão merecedor de um acordo nacional que garanta todos os direitos como o firmado na Espanha. Para os bancários espanhóis do Santander, estão garantidas medidas como a manutenção dos empregos, inclusive em casos de reestruturação da empresa, e a abertura de canais de negociação com os representantes dos trabalhadores em diversas situações.

