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16 de julho de 2019Com ao menos quatro propostas de reforma tributária já sendo discutidas em Brasília, um grupo de parlamentares de esquerda e de organizações da sociedade civil tenta viabilizar uma novo projeto. A nova proposta é focada na tributação de lucros e dividendos e na criação de várias novas faixas na alíquota do Imposto de Renda, que para a pessoa física poderia chegar até a 40% (hoje a alíquota máxima é de 27,5%).
Batizada de “reforma tributária solidária”, a proposta foi elaborada e apresentada pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) e pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), e encampada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. Agora, é defendida por uma frente parlamentar mista, a Frente Parlamentar da Reforma Tributária Solidária. O texto, porém, ainda não foi protocolado. A Anfip e a Fenafisco são associações que se posicionaram contra a reforma da Previdência encaminhada pelo governo e aprovada em 1º turno na Câmara.
A base da proposta é uma nova tabela de imposto de renda (IR), visando aumentar a progressividade do sistema, e a diminuição nos impostos indiretos (consumo e serviços) e aumento nos diretos (renda e patrimônio), sem modificar o tamanho da carga tributária atual do país.
A nova tabela de IR sugerida prevê a isenção do tributo para quem recebe até quatro salários mínimos; alíquotas progressivas entre 7,5% e 22,5% para quem recebe entre quatro e 15 salários; 27,5% de imposto para quem recebe entre 15 e 40 salários mínimos; 35% para quem tem rendimentos entre 40 e 60 salários; e 40% para quem rebe acima de 60 salários.
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No Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, a proposta propõe e extinção da cobrança por Lucro Presumido, tributando apenas o Lucro Real. Constam, ainda, na proposta, a tributação sobre o patrimônio e a tributação sobre transações financeiras
Essas novas tributações e novas faixas do IR permitiria a extinção de sete tributos sobre bens e serviços: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins); Contribuição ao Programa de Integração Social (PIS); Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ); Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); Cide Combustíveis; Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); e Imposto sobre Serviços (ISS). A proposta prevê, ainda, a desoneração da folha de pagamento.
“Hoje, no Brasil, com a carga tributária de 32%, um contribuinte que recebe até R$ 2 mil destina quase 50% da sua renda a tributos, já que ele gasta toda a sua renda em consumo de bens e serviços. Enquanto temos uma lacuna enorme na tributação sobre renda e patrimônio. Precisamos colocar mais faixas na tabela do imposto de renda, aumentar a faixa de isenção, mas elevar a alíquota máxima de 27,5% para 40%, para diminuir a desigualdade. Tarifando ainda lucros e dividendos”, comenta a economista Rosa Chieza, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, uma das adeptas da proposta.
“Defendemos uma reforma tributária justa e solidária, pois essa é a maior e mais importante de todas as propostas de reformas para o Brasil”, disse o senador Paulo Paim (PT-RS), no lançamento da frente, da qual é coordenador. “O atual sistema tributário brasileiro é uma das principais causas da desigualdade social e da má distribuição de renda. Há muitas distorções”, acrescentou.”
Fonte – Gazeta do Povo

