“Frente parlamentar tenta emplacar ‘reforma tributária solidária’, mexendo nas alíquotas do IR”

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“Frente parlamentar tenta emplacar ‘reforma tributária solidária’, mexendo nas alíquotas do IR”

Com ao menos quatro propostas de reforma tributária já sendo discutidas em Brasília, um grupo de parlamentares de esquerda e de organizações da sociedade civil tenta viabilizar uma novo projeto. A nova proposta é focada na tributação de lucros e dividendos e na criação de várias novas faixas na alíquota do Imposto de Renda, que para a pessoa física poderia chegar até a 40% (hoje a alíquota máxima é de 27,5%).

Batizada de “reforma tributária solidária”, a proposta foi elaborada e apresentada pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) e pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), e encampada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. Agora, é defendida por uma frente parlamentar mista, a Frente Parlamentar da Reforma Tributária Solidária. O texto, porém, ainda não foi protocolado. A Anfip e a Fenafisco são associações que se posicionaram contra a reforma da Previdência encaminhada pelo governo e aprovada em 1º turno na Câmara.

A base da proposta é uma nova tabela de imposto de renda (IR), visando aumentar a progressividade do sistema, e a diminuição nos impostos indiretos (consumo e serviços) e aumento nos diretos (renda e patrimônio), sem modificar o tamanho da carga tributária atual do país.

A nova tabela de IR sugerida prevê a isenção do tributo para quem recebe até quatro salários mínimos; alíquotas progressivas entre 7,5% e 22,5% para quem recebe entre quatro e 15 salários; 27,5% de imposto para quem recebe entre 15 e 40 salários mínimos; 35% para quem tem rendimentos entre 40 e 60 salários; e 40% para quem rebe acima de 60 salários.

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No Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, a proposta propõe e extinção da cobrança por Lucro Presumido, tributando apenas o Lucro Real. Constam, ainda, na proposta, a tributação sobre o patrimônio e a tributação sobre transações financeiras

Essas novas tributações e novas faixas do IR permitiria a extinção de sete tributos sobre bens e serviços: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins); Contribuição ao Programa de Integração Social (PIS); Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ); Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); Cide Combustíveis; Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); e Imposto sobre Serviços (ISS). A proposta prevê, ainda, a desoneração da folha de pagamento.

“Hoje, no Brasil, com a carga tributária de 32%, um contribuinte que recebe até R$ 2 mil destina quase 50% da sua renda a tributos, já que ele gasta toda a sua renda em consumo de bens e serviços. Enquanto temos uma lacuna enorme na tributação sobre renda e patrimônio. Precisamos colocar mais faixas na tabela do imposto de renda, aumentar a faixa de isenção, mas elevar a alíquota máxima de 27,5% para 40%, para diminuir a desigualdade. Tarifando ainda lucros e dividendos”, comenta a economista Rosa Chieza, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, uma das adeptas da proposta.

“Defendemos uma reforma tributária justa e solidária, pois essa é a maior e mais importante de todas as propostas de reformas para o Brasil”, disse o senador Paulo Paim (PT-RS), no lançamento da frente, da qual é coordenador. “O atual sistema tributário brasileiro é uma das principais causas da desigualdade social e da má distribuição de renda. Há muitas distorções”, acrescentou.”

Fonte – Gazeta do Povo

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