Alterações penalizam trabalhadores e minimizam participação dos bancos no custeio dos planos de saúde
A quarta-feira (20) foi marcada por protestos dos funcionários do Banco do Brasil e dos empregados da Caixa Econômica Federal em defesa dos respectivos planos de saúde: Cassi e Saúde Caixa. Os funcionários do BB distribuíram um boletim especial e realizaram atividades em agências e centros administrativos do BB de todas as bases sindicais com o tema “Defesa da Cassi”. Os empregados da Caixa vestiram branco para mostrar a união e contrariedade da categoria à alteração no modelo de custeio do Saúde Caixa.
Os empregados da Caixa vestiram branco para mostrar a união e contrariedade da categoria à alteração no modelo de custeio do Saúde Caixa, e se reuniram em frente a agência Central da Caixa em Curitiba na praça Carlos Gomes, com a presença do Diretor Valfrido Oliveira que é representante da Caixa na FEEBPR e também diretor da AEAPR e APCEFPR.

As atividades no BB seguiram orientações da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). As orientações da CEBB foram dadas de acordo com deliberações de reuniões preparatórias e das resoluções do 29º Congresso Nacional dos Funcionários do BB.
“O custeio e a governança da Cassi são de responsabilidade estatutária de quem paga a conta – o banco e os associados. Qualquer mudança no estatuto depende de negociação entre as duas partes para depois levar à aprovação do Corpo Social”, informa o boletim distribuído aos funcionários e clientes do banco.
O texto explica ainda que o “BB resolveu atropelar este processo. Quer impor aos diretores e conselheiros da Cassi uma decisão que não cabe a eles. Ao mesmo tempo, assedia os funcionários para apoiarem uma proposta que corta direitos, aumenta contribuições dos associados e reduz as do banco, implanta voto de minerva a favor do BB e entrega duas diretorias ao mercado, reduzindo a participação dos associados a um terço”.
Saúde Caixa
Desde 2004, a Caixa paga 70% das despesas assistenciais do Saúde Caixa e os usuários os outros 30%. As resoluções publicadas pelo Governo e a recente alteração no estatuto da Caixa estipulam o limite correspondente a 6,5% da folha de pagamento para a participação do banco nessas despesas, à revelia do que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
“As alterações são nefastas para todos os usuários do plano. O Saúde Caixa ficará mais caro e poderá ficar inacessível, em especial, aos aposentados. É inadmissível a alteração de um modelo que vem se mostrando plenamente sustentável”, afirmou Fabiana Uehara Proschodlt, dirigente sindical.
A atividade é parte da intensificação da campanha “Saúde Caixa: eu defendo”, definida pelas entidades representativas do pessoal da Caixa durante o mês de junho. A intensificação vai até a primeira semana de julho, quando o Saúde Caixa completa 14 anos. (Fonte: Comando da Caixa e BB)



